Projeto de Estudos: Literatura Infantil
Segunda
Parte: Colocando em Prática
Nessa
semana foi aplicado com as turmas de sextos anos nas quais eu trabalho o
Projeto de Ensino. Acredito que esse tipo de trabalho seria mais apropriado
tendo em vista que o tempo entre conhecê-los e já preparar para os conselhos de
classe para fechamento do trimestre foi extremamente restrito.
Eu acredito que a melhor
maneira de aprender a língua portuguesa é a leitura e percebo que os alunos são
só “incentivados” a isso quando pertencem às series iniciais. E quando eles
chegam ao fundamental II, eles dizem “detestar” a leitura. Eis que surge então
verdadeira aversão e os livros sem imagens tornam ainda mais enfadonho e
cansativo esse processo. Também pudera, eles não foram “preparados” adequadamente
para esta transição tão significativa na vida deles. E também, a grande maioria
possui o que eu chamo de “defasagem” e/ou “imaturação”, pois livros sem imagens
exige um esforço maior, um pensamento abstrato que muitos poucos conseguem atingir
nesta faixa etária na qual trabalho (11,12 e até 13 anos).
Então
comecei desde o princípio. Expus no quadro todos os livros de literatura
infantil que possuo. A qualidade do autor e da obra foram importantíssimos para
a escolha. Também tente mesclar bastante entre imagens e textos para que
houvesse também esforço mental na compreensão deste processo.
No
segundo momento, pedi que cada aluno fosse escolher o livro que gostaria. Deixei
eles livres para a escolha. Só disse que eram pra eles imaginar que estivessem
em uma livraria ou biblioteca. Depois da escolha, perguntei para alguns o que
levou a fazer tal escolha e muitos disseram que foi a quantidade de páginas e
coisas pra ler.
Para que eles “entrassem” na escola exigi silêncio absoluto e ainda que
pelos menos fosse feita uma leitura de três vezes. Gostei que apesar da maioria
reclamar, em todas as turmas a foi muito bom este momento porque eles ficaram
muito tranquilos e envolvidos.
Depois da leitura, veio o
que considero a parte chata que foi a análise do livro desde a identificação de
informações básicas como localização do nome do livro, autor, editora, capa,
contracapa, etc. Como também da história propriamente dita como identificação
de personagens, enredo, lugar, etc. Para finalizar com opinião sobre a obra.
No
entanto, o que foi de mais “surpreendente”, foi propor a etapa de leitura oral
da história para os colegas. E muitos mesmo se manifestando contra, gostaram da
ideia e ler em voz alta para o restante da turma. Eles poderiam optar por fazer
uma leitura clara e objetiva ou contar a história com suas próprias palavras.
O
processo de leitura para os colegas continuará na próxima semana. A ideia é que
eu consiga filmar uma ou duas apresentações. Depois disso farei com eles uma espécie
de feedback para que eles tenham uma posição crítica de tudo que aconteceu, dos
aspectos positivos e/ou negativos. Enfim, saber deles principalmente se posso
continuar com leituras em aula, mas agora com bem mais textos.
Também
estou pensando em duas possibilidades para este projeto: para que os melhores
leitores orais possam fazer uma leitura para os alunos de anos-ciclos
anteriores (os pequenos) e também uma exposição para a nossa Mostra Cultural
que ocorrerá em outubro cujo título do nosso tema gerador é Leitura. A proposta
seria eles fazer maquetes ou criação de personagens retirados dos próprios livros
de cada um. Mas isso são apenas ideias...
Alessandra Maria Boa Nova









Alessandra
ResponderExcluirColocas na tua reflexão a desmotivação da leitura pelos alunos maiores ou de anos mais avançados,percebo isso também, por mais que se proponha leituras os alunos são resistentes, mas sempre oportunizar leituras...
Gostei muito do andamento do teu projeto e também a proposta de os alunos realizarem a leitura para outras turmas e amostra cultural, eles podem também fazer um livro gigante e fazer desenhos, essa atividade pode ser em grupo.Fiz uma atividade parecida com alunos de segundo ano.
Bom andamento do projeto....
Tutora Luciane
Alessandra, você relata que "depois da leitura, veio o que considero a parte chata que foi a análise do livro desde a identificação de informações básicas como localização do nome do livro, autor, editora, capa, contracapa, etc. Como também da história propriamente dita como identificação de personagens, enredo, lugar, etc. Para finalizar com opinião sobre a obra". Nesse sentido é bem importante, quando trabalhamos com literatura em sala de aula, que os/as alunos/as entendam a função social de um escritor, o processo de autoria, o árduo trabalho de ilustração, editoração e distribuição de uma obra. É muito interessante que eles vivam essa experiência da autoria também, que leiam e escrevam suas histórias. Assim, essa etapa de análise da obra vai dando elementos substanciais para que eles construam seus textos e suas histórias.
ResponderExcluirA ideia de que sejam contadores/as de histórias é ótima, mas creio que deves prestigiar a todos, não só aos que apresentam melhor desempenho de litura oral. Participei de uma formação de contadores de histórias pela ONG Cirandar e vi o quanto adolescentes e jovens com baixa auto-estima melhoravam suas relações consigo mesmos e interpessoais com a experiência de contar histórias, melhoravam a postura, a expressão corporal etc.
No mais, a mostra é também excelente ideia, pois divulga o projeto e todo o trabalho feito de forma colaborativa entre você e a turma.
Parabéns.